Como elaborar...
Inicialmente, para elaboração de um plano de gerenciamento de resíduos químicos se faz necessário à adoção de três conceitos muito importantes (JARDIM, 2002?). O primeiro conceito afirma que gerenciar resíduos não quer dizer “geração zero de resíduo”, mas sim, minimizar a quantidade gerada e também impõe um valor máximo na concentração de substâncias notadamente tóxicas. O segundo conceito diz que só se pode gerenciar aquilo que se conhece, logo rotulação e um inventário de todo o resíduo é indispensável. O terceiro e não menos importante, diz respeito à responsabilidade do gerador do resíduo, cabendo a ele sua destinação final.
ALBERGUINI, L. B. A.; SILVA, L. C.; REZENDE, M. O. O.Tratamento de Resíduos Químicos: Guia Prático para a solução dos resíduos químicos e Instituições de Ensino Superior. Editora Rima, São Carlos/SP, 2005
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 10.004: 2004. Resíduos Sólidos – Classificação. Rio de Janeiro/RJ, mai. 2004.
JARDIM, W. F. Gerenciamento de Resíduos Químicos. Laboratório de Química Ambiental – LQA. Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. São Paulo, 2002?
MACHADO, A. M. M. R. (Coordenadora); SALVADOR, N. N. B. Gestão de Resíduos Químicos: Normas de procedimentos para segregação, identificação, acondicionamento e coleta de resíduos químicos. Coordenadoria Especial para o Meio Ambiente. Universidade Federal de São Carlos. São Paulo. Setembro, 2005
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Por Laís Viriato
Inicialmente, para elaboração de um plano de gerenciamento de resíduos químicos se faz necessário à adoção de três conceitos muito importantes (JARDIM, 2002?). O primeiro conceito afirma que gerenciar resíduos não quer dizer “geração zero de resíduo”, mas sim, minimizar a quantidade gerada e também impõe um valor máximo na concentração de substâncias notadamente tóxicas. O segundo conceito diz que só se pode gerenciar aquilo que se conhece, logo rotulação e um inventário de todo o resíduo é indispensável. O terceiro e não menos importante, diz respeito à responsabilidade do gerador do resíduo, cabendo a ele sua destinação final.
Nesse sentido, surge como proposta uma metodologia para o Gerenciamento de Resíduos Químicos com base nas “Normas de procedimentos para segregação, identificação, acondicionamento e coleta de resíduos químicos” (MACHADO e SALVADOR, 2005), o livro “Tratamento de Resíduos Químicos: Guia Prático para a solução dos resíduos químicos e Instituições de Ensino Superior” (ALBERGUINI, SILVA e REZENDE, 2005) e o Site do Laboratório de Resíduos Químicos (LRQ-São Carlos)[1], da UFSCar. Os procedimentos estão a seguir:
a) SEGURANÇA
É muito importante ter cuidado ao manusear quaisquer resíduos químicos, por isso faz-se necessário o uso de equipamentos de proteção individual e coletiva a fim de proteger a saúde e a integridade física de quem está atuando nesta área.
No laboratório devem ficar expostas as normas de uso do espaço, bem como a confecção de uma lista de presença, na tentativa de eliminar algum risco que possam vir a existir na ocorrência da quebra de algum material ou falta de rotulagem do resíduo gerado.
b) ROTULAGEM
O modelo de rotulagem adotado neste trabalho segue os padrões da UFSCar. Desta forma, o Diagrama de Hommel (ou Diamante do Perigo) será utilizado como sistema uniformizado de identificação (Figura 1), cuja numeração varia de 1 a 4, de acordo com a periculosidade do material (toxidade, inflamabilidade e reatividade). Este tipo de rótulo (Figura 2) possui sinais de fácil reconhecimento e entendimento. As normas para rotulagem devem seguir os seguintes padrões:
1. A etiqueta deverá ser colocada no frasco antes de se inserir o resíduo químico para evitar erros;
2. Abreviações e fórmulas não são permitidas;
3. É de suma importância o preenchimento completo do Diagrama de Hommel, ou seja, devem constar os números referentes aos três itens: risco à saúde, à inflamabilidade e reatividade;
4. A classificação do resíduo deve priorizar o produto mais perigoso do frasco, mesmo que este esteja em menor quantidade.

c) ACONDICIONAMENTO E ARMAZENAMENTO
Nesta etapa espera-se que os resíduos sejam coletados em recipientes apropriados, pois se forem acondicionados em embalagens inadequadas pode acarretar sérios danos e seu volume não pode ultrapassar 80% do seu rendimento.
Alberguini, Silva e Rezende (2005) destacam que,
· Resíduos contendo ácidos orgânicos e inorgânicos, compostos orgânicos e peróxidos de hidrogênio > 10% devem ser armazenados em recipientes de vidro;
· Resíduos de análise de ácidos ou bases não contendo fluoretos e metais pesados, após a neutralização podem ser descartados pelo próprio laboratório;
· Papéis de filtro contendo resíduos químicos, borra de metais pesados, papel indicador, etc. devem ser colocados em recipientes compatíveis de plástico;
· Os materiais deverão estar armazenados separadamente conforme suas compatibilidades químicas, evitando-se assim a promoção de reações secundárias e formação de novos produtos, tornando possível a sua recuperação;
· Devem ser armazenados separadamente:
A. Soluções ácidas, básicas e aquosas contendo metais pesados;
B. Compostos organoclorados (tetracloreto de carbono, clorofórmio, diclorometano, etc...);
C. Materiais contendo mercúrio (sólido ou líquido);
D. Sulfocrômica; Demanda Química de Oxigênio (DQO);
E. Solventes orgânicos ou inorgânicos contendo pesticidas, fungicidas e praguicidas;
F. Anilina;
G. Piridina;
H. Benzeno, tolueno, etilbenzeno e xileno (BTEX);
I. Óleos, graxas, lubrificantes, etc.;
J. Resíduos de banhos eletrolíticos.
Alberguini, Silva e Rezende (2005) destacam que,
· Resíduos contendo ácidos orgânicos e inorgânicos, compostos orgânicos e peróxidos de hidrogênio > 10% devem ser armazenados em recipientes de vidro;
· Resíduos de análise de ácidos ou bases não contendo fluoretos e metais pesados, após a neutralização podem ser descartados pelo próprio laboratório;
· Papéis de filtro contendo resíduos químicos, borra de metais pesados, papel indicador, etc. devem ser colocados em recipientes compatíveis de plástico;
· Os materiais deverão estar armazenados separadamente conforme suas compatibilidades químicas, evitando-se assim a promoção de reações secundárias e formação de novos produtos, tornando possível a sua recuperação;
· Devem ser armazenados separadamente:
A. Soluções ácidas, básicas e aquosas contendo metais pesados;
B. Compostos organoclorados (tetracloreto de carbono, clorofórmio, diclorometano, etc...);
C. Materiais contendo mercúrio (sólido ou líquido);
D. Sulfocrômica; Demanda Química de Oxigênio (DQO);
E. Solventes orgânicos ou inorgânicos contendo pesticidas, fungicidas e praguicidas;
F. Anilina;
G. Piridina;
H. Benzeno, tolueno, etilbenzeno e xileno (BTEX);
I. Óleos, graxas, lubrificantes, etc.;
J. Resíduos de banhos eletrolíticos.
d) TRATAMENTO
Antes de fazer o tratamento do resíduo químico deve-se atentar para classificação e caracterização do resíduo conforme é destacado pela ABNT (2004) a partir da Figura 3:
· resíduos de classe I, chamados de perigosos e apresentam características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxidade;
Antes de fazer o tratamento do resíduo químico deve-se atentar para classificação e caracterização do resíduo conforme é destacado pela ABNT (2004) a partir da Figura 3:
· resíduos de classe I, chamados de perigosos e apresentam características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxidade;
. resíduos de classe II, chamados de resíduos não perigosos, sendo esta classe dividida em IIa (não inertes) e IIb (inertes).
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 10.004: 2004. Resíduos Sólidos – Classificação. Rio de Janeiro/RJ, mai. 2004.
JARDIM, W. F. Gerenciamento de Resíduos Químicos. Laboratório de Química Ambiental – LQA. Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. São Paulo, 2002?
MACHADO, A. M. M. R. (Coordenadora); SALVADOR, N. N. B. Gestão de Resíduos Químicos: Normas de procedimentos para segregação, identificação, acondicionamento e coleta de resíduos químicos. Coordenadoria Especial para o Meio Ambiente. Universidade Federal de São Carlos. São Paulo. Setembro, 2005
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[1] Link de acesso ao site, clique aqui!


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